Pais podem responder por morte de menino de dois anos em Maceió

Pais podem responder por morte de menino de dois anos em Maceió

Os pais do menino de dois anos que morreu vítima de espancamento, na noite de segunda-feira (4), podem ser responsabilizados por negligência no caso. O delegado Odemberg Paranhos informou que, apesar dos irmãos do menino, de 11 e 13 anos, terem confessado que o espancaram, o pai e a mãe serão investigados e podem responder criminalmente.

O menino morava com o pai e os dois irmãos no Conjunto Virgem dos Pobres III, na periferia de Maceió. Ferido, ele chegou a ser levado pelo pai, o pintor Daniel Lealdo Melo, para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas já chegou sem vida. Na delegacia, os irmãos confessaram a agressão.

O delegado informou ao G1 que o menino de 11 anos foi liberado depois de ser ouvido. Para isso, o pai do menino assinou um Termo de Responsabilidade para que ele seja acompanhado pelo Conselho Tutelar. “Como se trata de criança, o menino não poderia ficar detido, mas deverá comparecer à delegacia para esclarecimentos”, afirmou o delegado.

O outro filho de 13 anos foi encaminhado para a Casa de Custódia. O caso será investigado pela delegada Bárbara Arraes, da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente.
Sobre os pais da vítima, Paranhos disse que ela já havia sido abandonada pela mãe. Na época, o pai resgatou a criança e disse que a mãe era viciada e drogas.

“O pai trouxe comprovantes de que havia feito dois Boletins de Ocorrência contra a mãe e uma denúncia na Defensoria Pública. Ele afirmava que ela tinha problemas com drogas e não se interessava pelo menino. Inicialmente o pai foi liberado, mas se as investigações apontarem que ele era negligente e deixou os filhos sozinhos em casa sabendo que o menino era agredido ele pode responder por isso”

Conselho Tutelar acompanhava o caso
A conselheira tutelar Sheyla Rocha disse que acompanha o caso da criança de dois anos desde que a foi abandonada pela mãe. Ela contou que o pai sempre comparecia ao Conselho Tutelar. “O pai esteve com o filho na semana passada pedindo uma vaga na creche. Pelo que pudemos perceber, o menino estava bem e não aparentava maus tratos”, contou.

Sheyla disse que a família é carente e o pintor tentava cuidar do menino depois que ele foi abandonado pela mãe. “Vamos ver como está a situação da família e acompanhar o menino de 11 anos com psicólogos e assistentes sociais”, afirmou.


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